Sempre digo que a melhor forma de conhecer uma cidade é pedalando, mas é preciso considerar a minha paixão por bicicletas. Levei minha magrela pra revisão, troquei a câmara de ar e coloquei uma buzina nova: no selim sou mais feliz e tenho pedalado todos os dias desde que voltei das férias. Quando me mudei pra cá (lá se vão quase 5 anos...) mesmo de carro, eu escolhia o caminho para o trabalho de modo que passasse por ruas menos esburacadas: as crateras são bem comuns e é evidente que quando há recapeamento, as ruas centrais e de bairros ricos são privilegiadas. Imagina de bike?Pedalar pode ser perigoso aqui, também pelo desrespeito generalizado que sofrem os pedalantes daqui e em grande parte das cidades brasileiras. Quando conheci Amsterdam me encantei: lá as bikes são rainhas.
Depois de mais de um mês longe de Paranavaí, o que é feio me salta aos olhos: cidade mal cuidada e suja, onde as pessoas jogam lixo na rua, onde as calçadas de pedras portuguesas, em pleno centro da cidade, evidenciam possíveis acidentes aos pedestres. Quando estou inspirada pela revolta, jogo na cara dos que cruzam comigo na rua: "Que cidade suja!". Suja para os níveis paranaenses, devo dizer, pois nada se compara à imundice do Rio de Janeiro, por exemplo: passei cinco anos morando ali e nunca me conformei com a escrotidão dos seus moradores: por essas e outras, eu não seria capaz de viver no Rio novamente...
No sábado o grupo de Yoga teve que rodear a praça dos Pioneiros para encontrar um local adequado para o exercício, pois o mato alto impedia. São atitudes simples, e até uma questão de gestão. Tudo me pareceu igual: praças com mato alto, pichações nos muros e as ruas esburacadas de sempre: a gestão do município mudou, mas a paisagem é a mesma: até quando?
Holes, de Julie Housts, daqui.

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