Percepções daqui

Xícara sem café. Cidade sem sentido? Mais um blog sobre catarse da minha própria existência. Quando escrever sobre o cotidiano soa como sobrevivência na cidade onde vivo

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Viver devagar

Foi numa carona, a caminho da reunião com os sindicatos: preparação para a greve geral do dia 30 de julho. Sentei na frente, junto ao motorista, colega de trabalho. Quando me vi, concordava com as críticas e ainda apontava tantas outras mais. Odeio isso: um dia disse que não iria mais falar mal daqui, do lugar onde moro, vivo, consumo e voto... o poder do verbo interfere na qualidade de vida. Mas não teve jeito: eu mostrava os terrenos baldios com esqueletos nas beiradas dizendo que o IPTU é mais caro para as propriedades sem construção: o jeitinho nosso de cada dia... Tantos casos na avenida que me leva ao trabalho: 3 ou 4 exemplos. E as calçadas inexistentes? Quem se arricar a ir pro campus à pé!?
A coisa toda me afligiu de um jeito que não sei explicar... queria ter orgulho de viver aqui! E meu auto questionamento é: devo cavar um jeito de ir embora? Basta decidir... (?)

Fortune cookie, daqui:

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O meu ir e vir em Paranavaí

Eu só uso o carro para ir trabalhar: pedalo pra onde eu vou, exceto pro campus universitário. Circular à pé pela cidade, eu bem que tentei, mas eu me irritava sempre: carros parados nas calçadas, na Gabriel Experidião comércios de ferros velhos param as tralhas no caminho dos pedestres e muitos já foram multados por serem focos incipientes de dengue (é mais barato pagar multa: perder lucro? Jamais e a cidadania mandou adeus!), outros terrenos baldios imensos na mesma avenida contribuem para a especulação imobiliária, as lindas calçadas de pedras portuguesas em pleno centro da cidade, onde muitas estão fora do lugar, se tornam perigo constante aos pedestres (bye, bye cidadania!). Então nunca mais andei à pé em Paranavaí...
Minhas pernas têm sido as rodas do meu camelinho e os pneus do meu carro (tive que trocar um deles por ter passado num buraco-cratera ano passado). Então, no que diz respeito a minha circulação no espaço urbano daqui, me sobra desilusão... neste quesito, me resta suspirar triste em viver aqui.



Dan Rawlings, daqui.