Percepções daqui

Xícara sem café. Cidade sem sentido? Mais um blog sobre catarse da minha própria existência. Quando escrever sobre o cotidiano soa como sobrevivência na cidade onde vivo

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Viver devagar

Foi numa carona, a caminho da reunião com os sindicatos: preparação para a greve geral do dia 30 de julho. Sentei na frente, junto ao motorista, colega de trabalho. Quando me vi, concordava com as críticas e ainda apontava tantas outras mais. Odeio isso: um dia disse que não iria mais falar mal daqui, do lugar onde moro, vivo, consumo e voto... o poder do verbo interfere na qualidade de vida. Mas não teve jeito: eu mostrava os terrenos baldios com esqueletos nas beiradas dizendo que o IPTU é mais caro para as propriedades sem construção: o jeitinho nosso de cada dia... Tantos casos na avenida que me leva ao trabalho: 3 ou 4 exemplos. E as calçadas inexistentes? Quem se arricar a ir pro campus à pé!?
A coisa toda me afligiu de um jeito que não sei explicar... queria ter orgulho de viver aqui! E meu auto questionamento é: devo cavar um jeito de ir embora? Basta decidir... (?)

Fortune cookie, daqui:

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