Percepções daqui

Xícara sem café. Cidade sem sentido? Mais um blog sobre catarse da minha própria existência. Quando escrever sobre o cotidiano soa como sobrevivência na cidade onde vivo

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sobre as emissoras de rádio daqui

Eu sempre gostei de rádio: na pré adolescência cheguei a apresentar um programa em substituição a uma locutora da Rádio Cultura de Maringá, a Estrelinha, que além do programa Planeta Mirim, fazia shows na região; uma espécie de Xuxa pé vermelho: eu era estrelete, o similar às paquitas (humpf!). Ainda guardo no baú a roupa que o grupo usava... na praça da Xícara, em Paranavaí, fizemos um showmício no início dos anos 1990; não me esqueço da letra da música da campanha eleitoral, cujo candidato eu desconheço: "Paranavaí eu amo você!" Já se foram os tempos dos shows musicais pagos por candidatos: proibição justa, enfim. 
Logo quando cheguei na cidade, ainda montando casa e antes de comprar aparelho de TV, coloquei o velho microsystem, herança do meu pai, pra funcionar e assim conhecer as rádios de Paranavaí. Não durou muito tempo pra eu partir pra escuta da minha velha coleção de fitas K-7: muito mais divertido, devo dizer. Não gosto de músicas da moda, aliás, não gosto de moda: me visto como quero, apesar da preocupação estética, não compro o que tem nas virtrines. Com música é igual e as rádios daqui não fogem disso: o velho Lobão (o velho, heim! Aquele da finada revista Outra Coisa do início dos anos 2000) já denunciava o jabá que as rádios recebiam das gravadoras: ainda é assim? Talvez hoje, ao invés de CD, likes no youtube?! 
Eis que mais de cinco anos depois da minha chegada, lá vou eu com problemas no pen-drive, tentar ouvir rádio no carro: não deu de novo. Nos intervalos das músicas da moda, uma Maria Gadú, um Skank, um Engenheiros do Hawaí... e só! O resto é tchetcherere, funk de mal gosto e românticas, sempre em voga ao redor do mundo! Quando tem programa de entrevistas, ouço: atividade que já gerou muitos votos e cadeira na câmara municipal: a velha receita de assistencialismo, vozeirão e popularidade... outros tempos, talvez. 
Há alguns anos dei entrevista ao professor Gerson, do programa Educando na Cultura, sobre a figura histórica de Tiradentes, na emissora Cultura AM. Em Cochabamba, na Bolívia, quando estive com o pessoal da La Tikuna, em janeiro de 2015, dei entrevistas em diversas rádios falando sobre o Brasil: ao ser perguntada sobre a possibilidade de Impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, argumentei negativamente. Como analista da política, quebrei a cara. Abafa!
Admiro o poder do rádio, a amplitude de seu alcance e tenho planos de elaborar uma proposta de programa radiofônico na cidade como projeto de extensão universitária, algo como, "Unespar nas ondas do rádio", que tal? São essas e outras poucas razões, utopias e projetos que me fazem caminhar hoje, porque tá dose, viu?

  

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