Percepções daqui

Xícara sem café. Cidade sem sentido? Mais um blog sobre catarse da minha própria existência. Quando escrever sobre o cotidiano soa como sobrevivência na cidade onde vivo

segunda-feira, 25 de março de 2019

Dia de roda que fala: 23 de abril

Eu me preparei aberta: quem iria, quantas pessoas?
A roda de conversa foi na praça dos pioneiros, na grama e foi organizada por estudantes de pisicologia da faculdade privada da cidade: meninas inquietas e curiosas, como todas as garotas deveriam ser. Fui convidada para auxiliar e iniciar a discussão. O círculo foi crescendo, crescendo até que as apresentações tiveram que ser feitas com as vozes mais fortes, para que todos pudessem ouvir. Tinha meninos, uns 4; tinha garotinhas novas, uma de 12, outra de 15 anos; algumas de 19, 20 e eu, a mais velha, certamente: uma rapaz ao me dirigir, me chamou de senhora. Uma menina levou a mãe, outras relataram abusos e por isso viram no feminismo um lugar de acolhimento e escuta. Teve questionamentos e muita vontade de aprender. Foi um marco, um momento lindo que mereceu ser registrado aqui, na Direção Paranavaí. 

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