Um dia quente e triste, se olho pro planeta. Então sinto necessidade de escrever sobre meu mundo de aqui e agora: Paranavaí, onde moro, vivo e pago multas: como a que tomei hoje por ter demorado mais de 12 dias para pagar o estacionamento no centro da cidade. Entre pedaladas e calçadas mal feitas, quando feitas, observo com quase rancor. Penso na reunião de trabalho amanhã: respiro fundo e me acalanto. Penso na maginífica retomada da rotina no trabalho, depois de uma greve inglória. Na perspectiva de saber mais de mim. Eu me surpreendo quando sussurro na rua pra alguém ouvir: "que cidade suja!" ao ver que as pessoas jogam lixo na rua. Me surpreendo com minha discussão com a moça do guichê da secretaria de trânsito: tive que pedir desculpas no final. Vou pagar a multa que vai pro caixa da prefeitura que será governada por um delegado gato, porém tucano. Os voos da política me congelam a alma; depois do golpe nacional e do curso das coisas, não quero me assumir derrotada como alguns colegas de trabalho. Eu me redimi comigo mesma: passei na praça da xícara pra fazer a foto do blog que eu já havia posto no ar; num lapso de pensamento pensei em me esticar na ATI. Eu iria de bicicleta, mas o pneu murcho me fez pegar o carro: na volta fumei dois cigarros, coisa que nunca faço dentro do carro. Eu me estranho como estranho o mundo. Escrevo: quem sabe um dia me ajude a entender...?
Vou publicar aqui os texto que escrevi semanalmente para o "A voz do noroeste" site que saiu do ar por motivos incompreendidos até hoje.
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