Não é de hoje que meu entusiasmo é assolado: tem sido assim, cedo ou tarde, algo provoca fissuras no meu paraíso... meu otimismo presupôs que seria mais fácil.
Quando o ano começou, nova administração municipal, o diálogo com o delegado na política (levamos em mãos uma carta de exigências do Nudes) e só o fato de sermos atendidos, já inflou minhas esperanças. Aí a escolha da equipe da Cultura ter sido deixada nas mãos dos que já estavam envolvidos: artistas e gestores experientes. Foi entusiasmente e o tucano, político de primeira viagem, ganhou um ponto no meu score. Depois o vi no palco, tocando com a orquestra de sopros da cidade, arranjos lindos: mais alguns pontos.
O vacilo: a força da mosca azul de Frei Beto.
Não passou um ano, um mísero ano para que as atitudes exemplares, as ações resqualificassem sua gestão: a mosca azul do poder o teria picado?? As pessoas daqui gostam de falação, pra não dizer fofoca: casos variados vindos das mais diversas fontes diziam horrores do tucaninho e sua gestão. E a mosca azul não tardou a agir. Eis que o discurso todo caiu por terra: uma alienígena da área cultural, mas bem conhecida dos lençóis do gestor, apesar da separação oficial, foi nomeada para um cargo da cultura. É assim que o carro (de boi) anda no interior do nosso Brasil varonil: cedo ou tarde o discurso cai por terra, as circunstâncias revelam as pessoas, o alienígena, tão íntegro e ideal, revela que o caminho mais fácil e nem sempre ético e moral, é a trajetória de todos que chegam lá.
A cidade enfeiada.
Na minha nova vizinhança, vejo horrores estéticos, vejo buracos e galhos nas calçadas, crateras no asfalto do meu caminho, e uma onda de desânimo me invade, assombrosamente. Eu me desfaço em dores públicas, enquanto a vida privada, vai muito bem, obrigada.
Eu jamais votaria num representante da ave de rapina da política brasileira, mas com meu otimismo nato, um sorriso me nasceu nos lábios: em menos de um ano, em menos de um ano e meus sentimentos sobre o eleito pra cuidar desse lugar mudou tanto.
A cidade nunca deixou de ser feia (me permitam a metáfora, por favor...)
Percepções daqui
Xícara sem café. Cidade sem sentido? Mais um blog sobre catarse da minha própria existência. Quando escrever sobre o cotidiano soa como sobrevivência na cidade onde vivo
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Sobre as emissoras de rádio daqui
Eu sempre gostei de rádio: na pré adolescência cheguei a apresentar um programa em substituição a uma locutora da Rádio Cultura de Maringá, a Estrelinha, que além do programa Planeta Mirim, fazia shows na região; uma espécie de Xuxa pé vermelho: eu era estrelete, o similar às paquitas (humpf!). Ainda guardo no baú a roupa que o grupo usava... na praça da Xícara, em Paranavaí, fizemos um showmício no início dos anos 1990; não me esqueço da letra da música da campanha eleitoral, cujo candidato eu desconheço: "Paranavaí eu amo você!" Já se foram os tempos dos shows musicais pagos por candidatos: proibição justa, enfim.
Logo quando cheguei na cidade, ainda montando casa e antes de comprar aparelho de TV, coloquei o velho microsystem, herança do meu pai, pra funcionar e assim conhecer as rádios de Paranavaí. Não durou muito tempo pra eu partir pra escuta da minha velha coleção de fitas K-7: muito mais divertido, devo dizer. Não gosto de músicas da moda, aliás, não gosto de moda: me visto como quero, apesar da preocupação estética, não compro o que tem nas virtrines. Com música é igual e as rádios daqui não fogem disso: o velho Lobão (o velho, heim! Aquele da finada revista Outra Coisa do início dos anos 2000) já denunciava o jabá que as rádios recebiam das gravadoras: ainda é assim? Talvez hoje, ao invés de CD, likes no youtube?!
Eis que mais de cinco anos depois da minha chegada, lá vou eu com problemas no pen-drive, tentar ouvir rádio no carro: não deu de novo. Nos intervalos das músicas da moda, uma Maria Gadú, um Skank, um Engenheiros do Hawaí... e só! O resto é tchetcherere, funk de mal gosto e românticas, sempre em voga ao redor do mundo! Quando tem programa de entrevistas, ouço: atividade que já gerou muitos votos e cadeira na câmara municipal: a velha receita de assistencialismo, vozeirão e popularidade... outros tempos, talvez.
Há alguns anos dei entrevista ao professor Gerson, do programa Educando na Cultura, sobre a figura histórica de Tiradentes, na emissora Cultura AM. Em Cochabamba, na Bolívia, quando estive com o pessoal da La Tikuna, em janeiro de 2015, dei entrevistas em diversas rádios falando sobre o Brasil: ao ser perguntada sobre a possibilidade de Impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, argumentei negativamente. Como analista da política, quebrei a cara. Abafa!
Admiro o poder do rádio, a amplitude de seu alcance e tenho planos de elaborar uma proposta de programa radiofônico na cidade como projeto de extensão universitária, algo como, "Unespar nas ondas do rádio", que tal? São essas e outras poucas razões, utopias e projetos que me fazem caminhar hoje, porque tá dose, viu?
Admiro o poder do rádio, a amplitude de seu alcance e tenho planos de elaborar uma proposta de programa radiofônico na cidade como projeto de extensão universitária, algo como, "Unespar nas ondas do rádio", que tal? São essas e outras poucas razões, utopias e projetos que me fazem caminhar hoje, porque tá dose, viu?
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Viver devagar
Foi numa carona, a caminho da reunião com os sindicatos: preparação para a greve geral do dia 30 de julho. Sentei na frente, junto ao motorista, colega de trabalho. Quando me vi, concordava com as críticas e ainda apontava tantas outras mais. Odeio isso: um dia disse que não iria mais falar mal daqui, do lugar onde moro, vivo, consumo e voto... o poder do verbo interfere na qualidade de vida. Mas não teve jeito: eu mostrava os terrenos baldios com esqueletos nas beiradas dizendo que o IPTU é mais caro para as propriedades sem construção: o jeitinho nosso de cada dia... Tantos casos na avenida que me leva ao trabalho: 3 ou 4 exemplos. E as calçadas inexistentes? Quem se arricar a ir pro campus à pé!?
A coisa toda me afligiu de um jeito que não sei explicar... queria ter orgulho de viver aqui! E meu auto questionamento é: devo cavar um jeito de ir embora? Basta decidir... (?)
Fortune cookie, daqui:
A coisa toda me afligiu de um jeito que não sei explicar... queria ter orgulho de viver aqui! E meu auto questionamento é: devo cavar um jeito de ir embora? Basta decidir... (?)
Fortune cookie, daqui:
quarta-feira, 7 de junho de 2017
O meu ir e vir em Paranavaí
Eu só uso o carro para ir trabalhar: pedalo pra onde eu vou, exceto pro campus universitário. Circular à pé pela cidade, eu bem que tentei, mas eu me irritava sempre: carros parados nas calçadas, na Gabriel Experidião comércios de ferros velhos param as tralhas no caminho dos pedestres e muitos já foram multados por serem focos incipientes de dengue (é mais barato pagar multa: perder lucro? Jamais e a cidadania mandou adeus!), outros terrenos baldios imensos na mesma avenida contribuem para a especulação imobiliária, as lindas calçadas de pedras portuguesas em pleno centro da cidade, onde muitas estão fora do lugar, se tornam perigo constante aos pedestres (bye, bye cidadania!). Então nunca mais andei à pé em Paranavaí...
Minhas pernas têm sido as rodas do meu camelinho e os pneus do meu carro (tive que trocar um deles por ter passado num buraco-cratera ano passado). Então, no que diz respeito a minha circulação no espaço urbano daqui, me sobra desilusão... neste quesito, me resta suspirar triste em viver aqui.
Dan Rawlings, daqui.
Dan Rawlings, daqui.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Banho de água gelada!
Eu procurei me manter otimista, até ontem, quando vi o pequeno vídeo vinculado num grupo que ameacei sair por várias vezes nos últimos meses: gente de bem da cidade (?)
Eu senti asco, nojo mesmo e saí sem nada dizer.
Diga com quem andas e te direis quem és. É mesmo difícil engolir essa aliança. Como pode o PSC, partido que tem cristo no nome, ter gente tão anti-cristã em suas fileiras? Não engulo essa aliança com o secretário de estado responsável pela operação que humilhou a mim, aos professores e aos funcionários públicos em protesto em abril de 2015. A política é uma arte e nosso jovem justiceiro tem muito o que aprender ainda: o índice de rejeição de nosso fascista tupiniquim é muito alta e vincular sua jovem figura política com ele, foi um tiro no próprio pé. Desde tal episódio, sou muito mais pessista em relação à política local. Fiquei triste enfim, se havia sido conquistada pelo seu entusiasmo e acordes de sua guitarra... Uma lástima!
Hoje meu mundo é mais cinza....
Imagem daqui.
Eu senti asco, nojo mesmo e saí sem nada dizer.
Diga com quem andas e te direis quem és. É mesmo difícil engolir essa aliança. Como pode o PSC, partido que tem cristo no nome, ter gente tão anti-cristã em suas fileiras? Não engulo essa aliança com o secretário de estado responsável pela operação que humilhou a mim, aos professores e aos funcionários públicos em protesto em abril de 2015. A política é uma arte e nosso jovem justiceiro tem muito o que aprender ainda: o índice de rejeição de nosso fascista tupiniquim é muito alta e vincular sua jovem figura política com ele, foi um tiro no próprio pé. Desde tal episódio, sou muito mais pessista em relação à política local. Fiquei triste enfim, se havia sido conquistada pelo seu entusiasmo e acordes de sua guitarra... Uma lástima!
Hoje meu mundo é mais cinza....
Imagem daqui.
domingo, 23 de abril de 2017
Sobre os sopros que saem dos pulmões e viram música
Eu sempre disse que ele venceria as eleições, pois tinha uma boa receita: jovem, novo na política, a fama de justiceiro na cidade por conta da profissão, a beleza e sex apeal, as tatuagens no braço, a banda de rock, Seu único defeito é ser tucano...hehehe... Não gosto de personalismo na política, os partidos deveriam fazer a diferença, explicitar a preferência ideológica do eleitor. A social democracia tupiniquim é um show de horrores: correm boatos que o José Serra é o homem mais rico do Brasil; depois de ler Privataria Tucana, não duvido. Pelo menos a Daslu faliu!
Apesar do seu defeito político, alimento simpatia pela figura; fez boas escolhas da esquipe de governo, conheço alguns de seus colaboradores, pessoas de boa índole: é pra mim como um sopro de esperança na micro instância. Eu moro aqui, voto aqui, gasto aqui, pago meu IPTU.
Então na sexta-feira passada fui ao show no teatro municipal onde tocaram a orquestra de sopros de Paranavaí e a banda Nômades, na qual o prefeito toca guitarra e parece que até compõe. Foi muito legal, casa cheia, arranjos perfeitos outros nem tanto, mas os diálogos entre os metais dos instrumentos de sopro e o som da guitarra foram o ponto alto da noite; também as mensagens das músicas, a poesia toda. Foi animador, tem sido animador: minha esperança na energia desta cidade...
Fora que ouvir música ao vivo é sempre muito bom.
Espero que seu entusiasmo no palco continue na cadeira de prefeito de Paranavaí.
Apesar do seu defeito político, alimento simpatia pela figura; fez boas escolhas da esquipe de governo, conheço alguns de seus colaboradores, pessoas de boa índole: é pra mim como um sopro de esperança na micro instância. Eu moro aqui, voto aqui, gasto aqui, pago meu IPTU.
Então na sexta-feira passada fui ao show no teatro municipal onde tocaram a orquestra de sopros de Paranavaí e a banda Nômades, na qual o prefeito toca guitarra e parece que até compõe. Foi muito legal, casa cheia, arranjos perfeitos outros nem tanto, mas os diálogos entre os metais dos instrumentos de sopro e o som da guitarra foram o ponto alto da noite; também as mensagens das músicas, a poesia toda. Foi animador, tem sido animador: minha esperança na energia desta cidade...
Fora que ouvir música ao vivo é sempre muito bom.
Espero que seu entusiasmo no palco continue na cadeira de prefeito de Paranavaí.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
O feio me salta aos olhos
Eu enxergo a cidade como quem não nasceu aqui: vejo pontos comerciais promissores, fechados, quase abandonados. Critico a fumaça no final da tarde, o ar irrespirável, fedido. Olho a sujeira, as casas abandonadas, as calçadas perigosas, as fachadas horrorosas. O feio me salta aos olhos, assim como o errado. Então minha mente vai sendo povoada de ideias: não há problema sem solução no espaço da cidade, assim como as regras, ou não existem, ou ficam apenas no papel. A feiura da cidade me salta aos olhos, mas as belezas também; hoje estive na escola municipal Getúlio Vargas e que linda ela está: pintada, cheia de vida; falei isso pra secretária que me atendeu, que me retribuiu com um sorriso reconfortante... Eu gosto daqui, apesar das mazelas tão evidentes. Solicitei o plano diretor da cidade: será que alguém aqui se preocupa com isso?
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Alegrou-me o botão fechado da rosa, que aqui, roubado, dará ou não o ar da graça em avistar as suas pétalas cor de rosa lindas,,, o ramo da minha vida, meu propósito mais imediato. Observo o mundo com estranheza e paixão. Exponho minhas ideias sem medo. O que tiver que ser, será.
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Alegrou-me o botão fechado da rosa, que aqui, roubado, dará ou não o ar da graça em avistar as suas pétalas cor de rosa lindas,,, o ramo da minha vida, meu propósito mais imediato. Observo o mundo com estranheza e paixão. Exponho minhas ideias sem medo. O que tiver que ser, será.
domingo, 19 de março de 2017
Beleza e dor
Tenho feito o mesmo caminho rumo à academia de manhã: as pedaladas me proporcionam apreciar as roseiras dos jardins das casas. Lindas, vermelhas, brancas ou rosas bem cor de rosa! Já aconteceu duas vezes. Nas oito quadras da trajetória, bisbilhotei e articulei o bote; ao retornar, eu me transformei em ladra de rosas! Das que ficam para fora das grades das casas, dando sopa aos apreciadores dessas belezuras da natureza. Eis que ontem, a ponta do polegar direito começa a doer: a pontinha de um espinho incravado na carne, dolorido demais. Em casa, compressa de água quente e agulha. Depois do incidente provocado, a beleza em flor na minha mesa de trabalho...
quarta-feira, 15 de março de 2017
15 de março, dia de paralização
Muita gente daqui foi para Curitiba, outros para Maringá, mas eu decidi ficar aqui mesmo, pra engrossar o coro. Fui pra rua de bike antes das 10hrs, portando meu cartaz "NÃO À REFORMA!"
Não éramos muitos, no máximo 50 pessoas: manifestantes da IFPR, alguns da Unespar, estudantes, professores da rede. Logo avistei o professor Carlos, petista eleito vereador para quem fiz campanha: sempre na luta. A reforma que pretende igualar a idade de aposentadoria de mulheres e homens aos 65 anos de idade, é presumir que há igualdade de gênero na sociedade brasileira: sabemos que isso não procede. Exigir que o trabalhador arrecade por 49 anos ininterruptos é uma piada de mal gosto. Colocar os trabalhadores rurais na mesma categoria dos urbanos, e ainda exigir que arrecadem, é desconsiderar as especificidades das pessoas do campo, é quase impor sua extinção! Eu vou dizer, lá na frente, que não me calei! Eu sinto nojo deste governo usurpador e ilegítimo!
Não éramos muitos, no máximo 50 pessoas: manifestantes da IFPR, alguns da Unespar, estudantes, professores da rede. Logo avistei o professor Carlos, petista eleito vereador para quem fiz campanha: sempre na luta. A reforma que pretende igualar a idade de aposentadoria de mulheres e homens aos 65 anos de idade, é presumir que há igualdade de gênero na sociedade brasileira: sabemos que isso não procede. Exigir que o trabalhador arrecade por 49 anos ininterruptos é uma piada de mal gosto. Colocar os trabalhadores rurais na mesma categoria dos urbanos, e ainda exigir que arrecadem, é desconsiderar as especificidades das pessoas do campo, é quase impor sua extinção! Eu vou dizer, lá na frente, que não me calei! Eu sinto nojo deste governo usurpador e ilegítimo!
quinta-feira, 9 de março de 2017
As mulheres daqui
Eu tenho procurado me aglomerar, estar junto, compartilhar ideias, afazeres e arte... nem sempre tenho sucesso. Os lugares frequentados pelas pessoas não me apetece, então sou capaz de ficar reclusa e mórbida só em minha companhia. Nada demais, por não me suportar... falo com a mariposa que descansa na minha cortina: o que fazem as mariposas aparecerem numa casa?
O lar de mim mesma, rearranjo a vida com cores fortes, não sem antes espirrar muito por mexer na poeira: levantar poeira significa o que?
O lar de mim mesma, rearranjo a vida com cores fortes, não sem antes espirrar muito por mexer na poeira: levantar poeira significa o que?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
O quanto o tempo é pouco?
Sempre digo que a melhor forma de conhecer uma cidade é pedalando, mas é preciso considerar a minha paixão por bicicletas. Levei minha magrela pra revisão, troquei a câmara de ar e coloquei uma buzina nova: no selim sou mais feliz e tenho pedalado todos os dias desde que voltei das férias. Quando me mudei pra cá (lá se vão quase 5 anos...) mesmo de carro, eu escolhia o caminho para o trabalho de modo que passasse por ruas menos esburacadas: as crateras são bem comuns e é evidente que quando há recapeamento, as ruas centrais e de bairros ricos são privilegiadas. Imagina de bike?Pedalar pode ser perigoso aqui, também pelo desrespeito generalizado que sofrem os pedalantes daqui e em grande parte das cidades brasileiras. Quando conheci Amsterdam me encantei: lá as bikes são rainhas.
Depois de mais de um mês longe de Paranavaí, o que é feio me salta aos olhos: cidade mal cuidada e suja, onde as pessoas jogam lixo na rua, onde as calçadas de pedras portuguesas, em pleno centro da cidade, evidenciam possíveis acidentes aos pedestres. Quando estou inspirada pela revolta, jogo na cara dos que cruzam comigo na rua: "Que cidade suja!". Suja para os níveis paranaenses, devo dizer, pois nada se compara à imundice do Rio de Janeiro, por exemplo: passei cinco anos morando ali e nunca me conformei com a escrotidão dos seus moradores: por essas e outras, eu não seria capaz de viver no Rio novamente...
No sábado o grupo de Yoga teve que rodear a praça dos Pioneiros para encontrar um local adequado para o exercício, pois o mato alto impedia. São atitudes simples, e até uma questão de gestão. Tudo me pareceu igual: praças com mato alto, pichações nos muros e as ruas esburacadas de sempre: a gestão do município mudou, mas a paisagem é a mesma: até quando?
Holes, de Julie Housts, daqui.
Depois de mais de um mês longe de Paranavaí, o que é feio me salta aos olhos: cidade mal cuidada e suja, onde as pessoas jogam lixo na rua, onde as calçadas de pedras portuguesas, em pleno centro da cidade, evidenciam possíveis acidentes aos pedestres. Quando estou inspirada pela revolta, jogo na cara dos que cruzam comigo na rua: "Que cidade suja!". Suja para os níveis paranaenses, devo dizer, pois nada se compara à imundice do Rio de Janeiro, por exemplo: passei cinco anos morando ali e nunca me conformei com a escrotidão dos seus moradores: por essas e outras, eu não seria capaz de viver no Rio novamente...
No sábado o grupo de Yoga teve que rodear a praça dos Pioneiros para encontrar um local adequado para o exercício, pois o mato alto impedia. São atitudes simples, e até uma questão de gestão. Tudo me pareceu igual: praças com mato alto, pichações nos muros e as ruas esburacadas de sempre: a gestão do município mudou, mas a paisagem é a mesma: até quando?
Holes, de Julie Housts, daqui.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Faz frio lá fora
De Lisboa pro Porto percebemos a diminuição da temperatura: chegamos de trem e os agasalhos foram reforçados. Na televisão, notícias de operações emergenciais para proteger os moradores de rua: algumas estações de metrô estão abertas durante a madrugada para receber os desabrigados; uma legião de voluntários distribui sopa e líquidos quentes. Quando ela reclamou do frio, eu disse: "Você poderia ter escolhido o Caribe!" e rimos juntas. Minha mãe gosta do frio e Portugal é ameno, se compararmos com o resto da Europa. Dias lindos de sol... que ficam ainda mais ensolarados ao dela!
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